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sábado, 3 de julho de 2010

Quando foi que o controle populacional se tornou mais importante que os Direitos Humanos?

Há algum tempo tenho vontade de criar um blog para expressar meu ponto de vista sobre alguns assuntos.

Demorou mas finalmente ele saiu! E vou inaugurá-lo com um assunto sobre o qual, toda vez que vejo uma reportagem, me sinto muito incomodada. O descaso com as mulheres na China.

Com seus mais de 1.350 milhões de habitantes, a China teve um crescimento de 12% no PIB durante o primeiro trimestre de 2010, e já disputa com o Japão o título de segunda maior potência econômica do mundo. Tem a maior população on-line do mundo, mas censura seus usuários, espiona e-mails de inocentes e ataca empresas estrangeiras. Uma censura igualmente rígida acontece com relação à TV, conteúdos considerados pornográfico, violento ou ameaçador para os interesses do Estado são proibidos, o que acaba se tornando um obstáculo potencial para televisivos procedentes do exterior e punições severas sobre uma estação de TV nacional que desrespeitar essas leis.

Essa mesma China, com medo da superpopulação criou regras severas e quase sempre violentas para regular o nascimento de crianças no país, a chamada "política do filho único”, onde casais em áreas urbanas podem ter apenas um filho, e na maioria das regiões rurais podem tentar uma segunda criança, se a primeira for mulher. Antes de conceber um bebê, as mulheres precisam obter uma "autorização de nascimento", aqueles que têm um segundo filho ilegalmente estão sujeitos a multas, esterilização e outras penalidades graves.

A preferência por bebês do sexo masculino tem uma explicação social, casais idosos vêem no filho homem sua única esperança de sobrevivência, uma vez que quando estão velhos demais para trabalhar precisam ser sustentados pelos filhos. As mulheres, depois de casadas, são consideradas parte da família do marido, e por isso não têm como sustentar seus pais. Além disso, existe principalmente nas áreas rurais uma crença na qual somente filhos homens podem dar uma continuidade a linhagem familiar, portanto se não conseguirem esse “herdeiro homem” estarão desonrando seus antepassados. Por isso tentar ter outro bebe no caso do primeiro ser uma menina e ter outra menina, é muitas vezes visto como uma desgraça. Essas meninas indesejáveis recebem o nome de “larvas do arroz” e são vítimas de abortos (mediante uso de ultra-som), abandonos e mortes. Acredita-se que muitos pais escondem suas filhas, ou vendem-nas para casais estéreis, conseguindo assim manter-las inexistentes para os olhos do governo.

O vídeo abaixo é um documentário feito por uma TV americana que relata a vida de meninas de orfanatos femininos na China. Na época o governo Chinês negou que o documentário fosse verdadeiro, alegando que foi fabricado pelos repórteres.

Já aviso, o vídeo contém cenas fortes.


Claro que controle de natalidade é um assunto que deve ser tratado de maneira séria, mas a vida de inocentes é mais ainda.

Quando isso vai parar?

2 comentários:

  1. Oi, Ju!
    Amei seu blog, realmente há questões que precisam ser discutidas.

    Sabe o que é mais incrível nisso tudo? O poder que o dinheiro tem. Como a China está se desenvolvendo e ganhando poder econômico, o resto do mundo fecha os olhos para a tortura, a censura, a semi-escravidão em que os operários chineses vivem... enquanto outros países são atacados pela forma como tratam suas mulheres (como diversos países do Oriente Médio), a China tem sido cada vez mais acobertada para manter a salvo os acordos comerciais. É realmente absurdo.

    Querendo, dá um pulinho no meu blog também, que não tem nada de político, mas tá valendo!

    Um beijo e um queijo pra ti!

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  2. Ju, que matéria maravilhosa por um lado, e horrorosa por outro.
    Meu é absurdo!!! Por isso que sou a favor das trocas, cada um planta sua horta e a gente troca os pés de feijão.
    Adorei o comentário da Marília, é assustador ver a China se tornando uma das maiores potências mundiais. É o dinheiro chegando e os direitos humanos indo embora. Não consigo compreender como fazem isso, e como tem pessoas que saem daqui para ir trabalhar lá.
    O mundo vai acabar em moeda, seremos engolidos pela ganância. Fato.

    Beijos

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