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sábado, 17 de julho de 2010

Pago os meus impostos, quero meus direitos!!!

Na madrugada desta última quinta-feira, foi aprovado na Argentina o casamento homossexual. O fato causou muita polêmica e dividiu opiniões. A cúpula da Igreja Católica posicionou-se contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo de forma categórica, chegaram a intitular seus protestos contra o projeto de lei como uma “Guerra de Deus”. A igreja alega que o casamento gay acaba com os princípios da palavra “família” e usaram a seguinte frase em seus protestos, “As crianças têm direito a uma mãe e um pai”.

Agora eu pergunto, quantos casais gays aparecem no noticiário por terem matado ou torturados seus filhos? Que família é essa que a igreja tanto prega que um casamento gay vai ferir os princípios, uma vez que pesquisas feitas, apontam que o número de mães solteiras e casais divorciados somam mais de 50% da população Argentina (o que também é uma realidade no resto do mundo)?

O que as pessoas precisam entender, é que as questões que estão em jogo não são apenas religiosas ou morais, são também questões de responsabilidade democrática.

Hoje no Brasil, por exemplo, a única coisa que um casal homossexual pode fazer é formalizar a união como uma “sociedade de fato”, que nada mais é que um tipo de sociedade comercial.

Sem a instituição civil do casamento, pelo menos 78 direitos civis expressamente garantidos aos heterossexuais na legislação brasileira ficam negados aos homossexuais.

Se todos são iguais perante a lei, todos têm que ter os mesmos direitos, e não apenas os mesmos deveres!

Parabéns a quem batalhou por essa vitória no congresso da Argentina e vamos esperar que mais países sigam o exemplo.

Afinal, a única diferença entre homossexuais e heterossexuais, é que nós homossexuais temos menos direitos.






sábado, 10 de julho de 2010

Lá vai um post nada político...

Percebi que postar logo de cara um assunto politicamente e socialmente complexo fez com que ficasse a impressão de que meu blog seguiria esse padrão.


Mas como não é a intenção desse blog ter um padrão, resolvi postar dessa vez algum assunto que não tivesse nada de político.

Essa semana fui assistir o filme Eclipse da Saga Crepúsculo. Eu já li os 4 livros da saga e particularmente, como acontece com todos os bons livros, o filme não correspondeu a altura. Pra falar a verdade, apesar de “amar” os livros, acho os filmes bem sem graça. Acho que eles não conseguem captar a essência que o livro passa com relação aos romances entre os personagens.
Alias, acho que aí está também o problema das pessoas que não gostam da saga, essa não é uma história de vampiros, é uma história de amor.
Mas enfim, não é isso que quero discutir. Puxei o assunto do filme simplesmente por que quero usar como exemplo o relacionamento de Bella e Edward para falar sobre amor.
A princípio achei até que seria meio piegas ou brega falar de amor, mas por fim resolvi que vou me atrever.
Bom, na saga Edward um vampiro com mais de 100 anos se apaixona por Bella uma adolescente humana, a partir de então eles trocam juras de amor e apesar dos problemas que surgem durante as paginas dos livros, no fim tudo acaba dando certo e eles ficam juntos pela eternidade.
Ok... Isso sim soou bem brega... rs...
Onde quero chegar? Toda mulher que eu conheço e que leu o livro ou viu o filme, sonha viver um amor como o deles. Até mesmo as que não acreditam que esse tipo de amor exista.
Mas porque será que é tão difícil? Porque parece que essas coisas só acontecem em filmes e livros?
Eu tenho uma teoria.
Quantas pessoas você conhece
que quer o bem de outra pessoa acima até mesmo do seu próprio bem? Que quer realmente que a outra pessoa seja feliz, mesmo que seja longe dela? Que entre escolher promover sua felicidade ou a felicidade da outra pessoa, vai escolher promover a felicidade da outra pessoa, porque se a outra pessoa não estiver feliz ela também não vai estar?
Ou então, quantas pessoas você conhece que prefere ceder a uma vontade do parceiro, do que fazer o que realmente gostaria fazer?
Pois é, se você conhece pessoas assim vai dar pra contar nos dedos, e de uma mão só.
A tendência é achar que fazemos essas coisas, mas na pratica isso é bem diferente. Porque é difícil deixar o orgulho de lado e pedir desculpas mesmo achando que a culpa não é só sua. Porque quando a pessoa pisa na bola, você pensa o que as outras pessoas vão achar se você perdoá-la, pra depois decidir se vai perdoá-la. Porque no mundo de hoje dificilmente confiamos o suficiente em alguém para a palavra dela bastar pra você tomar uma decisão.
Tenho uma má notícia. A menos que você comece a pensar e agir como descrito acima e encontre alguém disposto a fazer o mesmo por você, você não vai viver um “romance Crepúsculo”.
Agora a pergunta da vez é “será que alguém é capaz de amar assim”? Isso não adianta eu discutir aqui, é o tipo de coisa que a gente só passa a acreditar se acontece com a gente.
Eu acredito! E não me importo com o que os outros pensem de mim... Se eu estou certa só o tempo vai me mostrar, mas até lá eu sei que como boa romântica eu vou tentando.

E você está disposto a tentar?

sábado, 3 de julho de 2010

Quando foi que o controle populacional se tornou mais importante que os Direitos Humanos?

Há algum tempo tenho vontade de criar um blog para expressar meu ponto de vista sobre alguns assuntos.

Demorou mas finalmente ele saiu! E vou inaugurá-lo com um assunto sobre o qual, toda vez que vejo uma reportagem, me sinto muito incomodada. O descaso com as mulheres na China.

Com seus mais de 1.350 milhões de habitantes, a China teve um crescimento de 12% no PIB durante o primeiro trimestre de 2010, e já disputa com o Japão o título de segunda maior potência econômica do mundo. Tem a maior população on-line do mundo, mas censura seus usuários, espiona e-mails de inocentes e ataca empresas estrangeiras. Uma censura igualmente rígida acontece com relação à TV, conteúdos considerados pornográfico, violento ou ameaçador para os interesses do Estado são proibidos, o que acaba se tornando um obstáculo potencial para televisivos procedentes do exterior e punições severas sobre uma estação de TV nacional que desrespeitar essas leis.

Essa mesma China, com medo da superpopulação criou regras severas e quase sempre violentas para regular o nascimento de crianças no país, a chamada "política do filho único”, onde casais em áreas urbanas podem ter apenas um filho, e na maioria das regiões rurais podem tentar uma segunda criança, se a primeira for mulher. Antes de conceber um bebê, as mulheres precisam obter uma "autorização de nascimento", aqueles que têm um segundo filho ilegalmente estão sujeitos a multas, esterilização e outras penalidades graves.

A preferência por bebês do sexo masculino tem uma explicação social, casais idosos vêem no filho homem sua única esperança de sobrevivência, uma vez que quando estão velhos demais para trabalhar precisam ser sustentados pelos filhos. As mulheres, depois de casadas, são consideradas parte da família do marido, e por isso não têm como sustentar seus pais. Além disso, existe principalmente nas áreas rurais uma crença na qual somente filhos homens podem dar uma continuidade a linhagem familiar, portanto se não conseguirem esse “herdeiro homem” estarão desonrando seus antepassados. Por isso tentar ter outro bebe no caso do primeiro ser uma menina e ter outra menina, é muitas vezes visto como uma desgraça. Essas meninas indesejáveis recebem o nome de “larvas do arroz” e são vítimas de abortos (mediante uso de ultra-som), abandonos e mortes. Acredita-se que muitos pais escondem suas filhas, ou vendem-nas para casais estéreis, conseguindo assim manter-las inexistentes para os olhos do governo.

O vídeo abaixo é um documentário feito por uma TV americana que relata a vida de meninas de orfanatos femininos na China. Na época o governo Chinês negou que o documentário fosse verdadeiro, alegando que foi fabricado pelos repórteres.

Já aviso, o vídeo contém cenas fortes.


Claro que controle de natalidade é um assunto que deve ser tratado de maneira séria, mas a vida de inocentes é mais ainda.

Quando isso vai parar?