Na madrugada desta última quinta-feira, foi aprovado na Argentina o casamento homossexual. O fato causou muita polêmica e dividiu opiniões. A cúpula da Igreja Católica posicionou-se contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo de forma categórica, chegaram a intitular seus protestos contra o projeto de lei como uma “Guerra de Deus”. A igreja alega que o casamento gay acaba com os princípios da palavra “família” e usaram a seguinte frase em seus protestos, “As crianças têm direito a uma mãe e um pai”.
Agora eu pergunto, quantos casais gays aparecem no noticiário por terem matado ou torturados seus filhos? Que família é essa que a igreja tanto prega que um casamento gay vai ferir os princípios, uma vez que pesquisas feitas, apontam que o número de mães solteiras e casais divorciados somam mais de 50% da população Argentina (o que também é uma realidade no resto do mundo)?
O que as pessoas precisam entender, é que as questões que estão em jogo não são apenas religiosas ou morais, são também questões de responsabilidade democrática.
Hoje no Brasil, por exemplo, a única coisa que um casal homossexual pode fazer é formalizar a união como uma “sociedade de fato”, que nada mais é que um tipo de sociedade comercial.
Sem a instituição civil do casamento, pelo menos 78 direitos civis expressamente garantidos aos heterossexuais na legislação brasileira ficam negados aos homossexuais.
Se todos são iguais perante a lei, todos têm que ter os mesmos direitos, e não apenas os mesmos deveres!
Parabéns a quem batalhou por essa vitória no congresso da Argentina e vamos esperar que mais países sigam o exemplo.
